Resumos
Neste artigo, objetivou-se conhecer as percepções de homens trans acerca de violências vividas em diversos contextos. Realizaram-se entrevistas semiestruturadas com oito homens trans, com ou sem intervenções corporais. Após análise reflexiva de dados, o corpus concatenou-se em dois temas analíticos: “negação das identidades trans” e “controle do diverso”. Aponta-se para a prevalência da violência psicológica; a família como principal promotora de violências; e prejuízos na saúde física e mental. Relacionamentos conjugais, amizades e psicoterapias são modos de lidar com as violências em razão da ausência de suporte legal. Violências entre pares foram mencionadas como modo de reprodução de normativas de masculinidade. Compreende-se como violências de gênero atos que pretendem atacar o sujeito que se desencontra com a cis-heteronormatividade e a masculinidade hegemônica, consistindo na leitura social como possibilidade de legitimação social da identidade e consequente diminuição da vulnerabilidade.
Palavras-chave
Homens trans; Transexualidade; Violência de gênero; Violência
Acesso em: https://doi.org/10.1590/interface.240143
