Cimbleris-Alkmim A, Martins UCM, Mendonça SAM, Ramalho-de-Oliveira D. O cuidado farmacêutico como arcabouço teórico-metodológico para avaliar a fitofarmacoterapia: “A gente tem que abraçar isso!”. Interface (Botucatu). 2026; 30: e250543 DOI: https://doi.org/10.1590/interface.250543
Resumo
A fitoterapia é globalmente uma prática de amplo e crescente uso. Porém, os profissionais de Saúde ainda não se sentem aptos para atuar nesse segmento. O presente artigo pretende refletir sobre questões relevantes no emprego do arcabouço teórico-metodológico do cuidado farmacêutico para otimização da fitofarmacoterapia. A partir da perspectiva crítica da Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire, foram realizadas 13 entrevistas colaborativas com farmacêuticos e estudantes de Farmácia. Os dados foram submetidos à análise temática e organizados nas seguintes categorias: Necessidade social e responsabilidade profissional; Formação para a prática profissional generalista; Repertório terapêutico e autonomia profissional; Experiência subjetiva; Relação terapêutica de confiança e decisão compartilhada; e Adaptações do raciocínio clínico na fitoterapia. Concluiu-se que é necessário que a temática da fitoterapia seja mais plenamente incluída na prática profissional, no ensino e em pesquisas sobre cuidado farmacêutico.
Palavras-chave
Cuidado farmacêutico; Fitoterapia; Pesquisa qualitativa; Plantas medicinais; Farmácia
Acesso em: https://doi.org/10.1590/interface.250543
