Programa Mais Médicos: avaliando a implantação do Eixo Provimento de 2013 a 2015

 

O processo de avaliação dos 129 artigos submetidos à chamada pública da revista Interface para o Suplemento sobre Provimento Médico no SUS está em fase final de avaliação. A seguir publicamos o resumo de um dos artigos já aprovados, com o título de “Programa Mais Médicos: Avaliando a implantação do Eixo Provimento de 2013 a 2015”.

O artigo, escrito por Hêider Aurélio Pinto, Felipe Proenço de Oliveira, José Santos Santana, Felipe de Oliveira de Souza Santos, Sidclei Queiroga, Alexandre Medeiros de Figueiredo e Grasiela Damasceno de Araújo, analisa o Programa Mais Médicos (PMM) que foi criado em julho de 2013 para enfrentar um dos desafios que vinham condicionando a expansão e o desenvolvimento da Atenção Básica (AB) no Brasil: a insuficiência e má distribuição de médicos e vagas de graduação e residência em medicina e o perfil de formação inadequado às necessidades da população e do Sistema Único de Saúde (SUS).

O programa, composto por três eixos (provimento emergencial, qualificação da infraestrutura e mudança da formação médica), é analisado pelos autores na perspectiva de identificar avanços e resultados alcançados relacionados aos principais objetivos declarados do Eixo Provimento Emergencial. Os autores realizaram análise documental, análise de bancos de dados oficiais e revisão de literatura para sistematizar esses resultados compreendendo o período de criação do programa até o fim de 2015.

O estudo identificou avanços significativos na alocação dos médicos do programa com equidade no território nacional. Em 2015 haviam 18.240 médicos do programa atuando em 73% dos municípios brasileiros. A proporção de médicos do programa atuando nos municípios de extrema pobreza foi quase 3 vezes maior que nas capitais e municípios mais ricos (0,17 médicos do PMM por mil habitantes e 0,06, respectivamente) e praticamente o dobro da média nacional (0,9).

Resultado semelhante foi encontrado quando os autores analisaram por macrorregião. As regiões com menor proporção de médicos receberam proporcionalmente quase o dobro de médicos do Programa quando comparadas com a Região Sudeste, que é a que tem a mais alta proporção de médicos. As regiões Norte e Nordeste contavam com 0,12 e 0,11 médicos do programa por 1 mil habitantes, respectivamente enquanto a Região Sudeste e o Brasil como um todo tinham 0,06 e 0,09, respectivamente.

Os dados reunidos mostraram também que o PMM impediu que estados como, por exemplo, Acre, Roraima, Amapá e Maranhão, tivessem redução proporcional de médicos e fez com que os mesmos experimentassem aumentos de 11% a 21% no número absoluto de médicos. Na mesma linha, todos os estados do Norte e do Nordeste, com exceção de Pernambuco, apresentaram crescimento acima de 10%.

O estudo mostrou também retomada da ampliação da cobertura da atenção básica e da estratégia de saúde da família (ESF), em particular. Os municípios que não aderiram ao PMM, cerca de 30% dos municípios do Brasil, apresentaram em 2012 (período anterior ao Programa) um crescimento na quantidade de médicos na AB maior que o dobro daqueles que aderiram, respectivamente, 1,8% e 0,7%. Mas, com a criação do PMM em 2013, de 2013 a 2015 o aumento da quantidade de médicos na AB nos aderidos foi de mais de 10% enquanto os não aderidos cresceram apenas, aproximadamente, 4%.

O estudo constatou ainda que, de 2008 a 2013 o crescimento da cobertura da AB estava estagnado, havia crescido apenas 5% em 5 anos, tendo havido na região norte uma redução de mais de 6% da cobertura no mesmo período. Com a criação do Programa, em menos de 2 anos, o crescimento da cobertura alcançou mais de 8%, sendo que na região Norte esse número chegou a 13,7%, recuperando a perda anterior e igualando à cobertura das Centro-oeste e Sudeste.

Com relação a ESF, os resultados foram semelhantes. Também estagnada, a cobertura da estratégia de saúde da família, que de 2008 a 2013 havia crescido apenas 7%, cresceu, em menos de dois anos de programa, 9%.

O artigo sistematiza também, a partir de relatórios de outras pesquisas, achados importantes com relação ao aumento de 33% no número de consultas na estratégia de saúde da família nos municípios aderidos, achados com relação à redução mais acentuada nas internações sensíveis à atenção básica nos mesmos e resultados de pesquisas sobre a opinião que usuários, médicos participantes e gestores têm do Programa.

Ao fim, analisa o aumento da participação dos médicos brasileiros no Programa, mas faz alertas sobre a necessidade de participação dos estrangeiros e sobre a importância da dimensão mais complexa e estruturante do Programa, o Eixo Formação Médica, seguir sendo prioridade de governo.

jojobet güncel giriş jojobet giriş jojobet casibom güncel giriş casibom giriş casibom Onay kodu SMS onay bahsegel güncel giriş bahsegel giriş bahsegel bahsegel güncel giriş bahsegel giriş bahsegel bahsegel güncel giriş bahsegel giriş bahsegel bahsegel güncel giriş bahsegel giriş bahsegel bahsegel güncel giriş bahsegel giriş bahsegel bahsegel güncel giriş bahsegel giriş bahsegel