Resumo
Este estudo objetivou descrever e analisar as representações de preceptores e residentes de três programas de residência em Medicina de Família e Comunidade (MFC) de Minas Gerais sobre a abordagem de queixas comportamentais infantis e orientação parental. Trata-se de pesquisa qualitativa conduzida com entrevistas de aprofundamento utilizando roteiros semiestruturados. O material foi codificado e categorizado pelos princípios da análise temática de Braun e Clarke. A análise demonstrou que os entrevistados reconhecem queixas comportamentais infantis como frequentes e utilizam diversos procedimentos de avaliação e manejo. Entretanto, manifestam insegurança em diagnosticar o comportamento, desejando conhecer algum referencial que auxilie na diferenciação entre comportamento infantil normal e transtornos. Diante dos resultados e limitações, reconhece-se a necessidade de novos estudos e se evidencia a importância de inclusão da discussão do tema no currículo dos programas de residência de MFC.
Palavras-chave
Saúde mental; Transtornos do comportamento infantil; Parentalidade; Medicina de família e comunidade; Residência médica
Acesso em: https://doi.org/10.1590/interface.250175
