Práticas corporais nos documentos oficiais sobre práticas integrativas e complementares em saúde: uma análise crítica

Antunes PC, Tesser CD, Fraga AB. Práticas corporais nos documentos oficiais sobre práticas integrativas e complementares em saúde: uma análise crítica. Interface (Botucatu). 2025; 29: e250036 Doi: https://doi.org/10.1590/interface.250036

Resumo

Esta pesquisa analisou os usos da expressão “práticas corporais” em documentos governamentais sobre práticas integrativas e complementares em saúde (PICS) no Sistema Único de Saúde: 13 nacionais e 14 estaduais. As publicações federais usaram essa expressão, tendencialmente, associada à Medicina Tradicional Chinesa, acrescida de outras ‘práticas corporais e mentais’, ‘corpo-mente’ e ‘expressivas’, a maioria orientais. Nos textos estaduais (Políticas Estaduais de PICS) observou-se essa tendência e outras nomenclaturas, definições e exemplos, incluindo práticas não caracterizadas como “integrativas”. A análise apontou incoerências, diferenciando os conceitos “atividades físicas”, “práticas corporais” e “práticas corporais integrativas”, o último uma proposta unificadora das práticas corporais vinculadas às PICS. Sugerem-se as “práticas corporais integrativas” como conceito orientador para uma reclassificação oportuna, desafiadora e importante dessas práticas, em direção à coerência e à facilitação da comunicação, de registro, monitoramento e avaliação das PICS e de referência para trabalhadores e gestores.

Palavras-chave
Terapias complementares; Medicina integrativa; Sistema único de saúde; Política de saúde; Exercício físico

Acesso em: https://doi.org/10.1590/interface.250036