A epidemia de TDAH: medicalização, mercado e a expansão de diagnósticos psiquiátricos

Maldonado MM, Camargo Jr KR. A epidemia de TDAH: medicalização, mercado e a expansão de diagnósticos psiquiátricos. Interface (Botucatu). 2025; 29: e250144 Doi: https://doi.org/10.1590/interface.250144

Resumo

Este estudo analisa a expansão diagnóstica do TDAH no contexto do complexo médico-industrial e financeiro, destacando a medicalização contemporânea e seus motores econômicos e sociais. Explora como a elasticidade diagnóstica, impulsionada pelas edições do DSM e por atores, como a indústria farmacêutica, tecnologias biomédicas e o modelo de atenção gerenciada, ampliou categorias diagnósticas e a medicalização social. Por meio de referenciais teóricos e dados epidemiológicos, discute-se como essas dinâmicas moldaram o TDAH como uma das condições mais diagnosticadas. Os achados indicam que a hipermedicalização resulta da interrelação de diversos atores, incluindo o Estado, cujas forças desiguais influenciam a definição e a expansão dos transtornos mentais. Conclui-se que compreender essas dinâmicas é essencial para repensar práticas de cuidado que priorizem necessidades singulares e enfrentem desigualdades no acesso à saúde.

Palavras-chave
TDAH; TDAH adulto; DSM; Medicalização; Complexo médico-industrial

Acesso em: https://doi.org/10.1590/interface.250144