Resumo
As Cartas Corporificadas surgem com base nos temas que emergiram da produção de dados duetnográficos de duas mulheres com fibromialgia que, ao longo de um ano, mantiveram contato e compartilharam experiências sobre a invisibilidade da síndrome. Utilizando a escrita criativa, as vivências das participantes (as autoras Renata e Mohara) deram origem à personagem Elise, que se corresponde por cartas com o antropólogo David Le Breton, estudioso do campo da antropologia do corpo e da dor. O estudo adota a abordagem qualitativa e usa a autoetnografia colaborativa, com base na teoria da corporeidade. O objetivo é dialogar sobre a deslegitimação da fibromialgia, o corpo gordo e suas relações sociais afetivas. O projeto visa provocar reflexões sobre a desvalorização da dor e seus desdobramentos sociais, propondo uma abordagem acolhedora em relação à síndrome.
Palavras-chave
Autoetnografia; Fibromialgia; Gordofobia; Antropologia
Acesso em: https://doi.org/10.1590/interface.240325
