Resumo
Este relato de experiência se propôs a construir com a comunidade quilombola da Ilha de Maré, Brasil, um texto-território-denúncia sobre a necropolítica ambiental e a resistência. O projeto Ilha dos Abraços, parte do projeto guarda-chuva Planet&Ar, trabalhou na vigilância popular por meio de uma residência artística com um grupo transdisciplinar para realizar um mapa de memórias e painéis de grafite que culminou na formação de um grupo de pesquisa com a comunidade que também é autora deste artigo. A residência aconteceu em 2022 com a realização de oficinas de quadrinhos, grafite e saúde planetária. Há a necessidade de saber pisar no território para adentrar uma comunidade e a tradição oral local se faz também pela escuta, propondo-se aqui, portanto, a “escutação”. Reflete-se sobre a invisibilização da ilha frente à poluição e aos poderes públicos, de forma que a arte transgrida este silenciamento.
Palavras-chave
Saúde planetária; Arte; Comunidades tradicionais; Quilombola
Acesso em: https://doi.org/10.1590/interface.240245
