Rastreamento em saúde mental pelos Agentes Comunitários de Saúde: percepções coletivas e partilha de experiências — um estudo piloto

Merss CE, Cunha JAP, Mahl G, Braga CG. Rastreamento em saúde mental pelos Agentes Comunitários de Saúde: percepções coletivas e partilha de experiências — um estudo piloto. Interface (Botucatu). 2025; 29: e250317 Doi: https://doi.org/10.1590/interface.250317

Resumo

Este estudo investigou o papel dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) no rastreamento em Saúde Mental na Atenção Primária à Saúde (APS), por meio de um projeto piloto com ACS de uma equipe de Estratégia Saúde da Família (eESF) no Paraná. Utilizou-se o “Instrutivo para identificação de sinais e sintomas de Saúde Mental” como ferramenta para capacitação, seguida de avaliação qualiquantitativa com testes e grupo focal. Os resultados mostraram que a capacitação ampliou o olhar dos ACS para o sofrimento psíquico, destacando seu papel estratégico na Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Contudo, persistem desafios como a falta de integração entre APS e serviços especializados, além da necessidade de formação continuada. Conclui-se que a capacitação dos ACS é crucial para a detecção precoce e o cuidado em Saúde Mental, exigindo articulação e apoio estruturado da rede.

Palavras-chave
Saúde mental; Atenção primária à saúde; Agentes comunitários de saúde; Estratégia saúde da família; Serviços de saúde mental

Acesso em: https://doi.org/10.1590/interface.250317