Resumos
Este ensaio teórico discorre sobre a relação indissociável entre a saúde indígena e a garantia da demarcação territorial dos povos originários. O objetivo é reafirmar a cosmovisão indígena sobre a necessidade fundamental de estabelecer e garantir a preservação de seu território, habitado desde tempos imemoriais. Este trabalho usa como metodologia uma revisão de literatura rizomórfica, isto é, em rede, priorizando pensadores, escritores, artistas e xamãs indígenas. O corpo teórico é subdividido em três conceitos indissociáveis: terra, floresta e mundos. São três conceitos que formam um só: terra-floresta-mundos (urihinari a). Eles se desdobram em devires, que é o processo de subjetivação que permite dissidências ao modo de vida predatório e capitalístico e que produz adoecimento. Por fim, discutiremos as limitações do estudo, bem como suas possíveis contribuições para a saúde mental e coletiva que possibilitem o bem viver.
Palavras-chave
Saúde mental indígena; Território sociocultural; Psicologia ambiental; Direitos humanos
Acesso em: https://doi.org/10.1590/interface.240487
