Resumo
A atenção à saúde do homem no Brasil permanece um desafio apesar da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH). Este estudo discute as experiências do uso dos serviços pelos homens usuários e relações estabelecidas entre estes e os profissionais médico(a)s em serviços de saúde em Florianópolis, SC. Utilizando pesquisa qualitativa com triangulação de métodos (entrevistas semiestruturadas e grupos focais) em duas Unidades de Saúde da Família, revela-se que a atenção dividida dos médicos e a troca frequente de profissionais impactam negativamente na formação de vínculos. São reconhecidos os benefícios de uma abordagem que atua para além da precisão técnica e destaca-se a importância de estratégias como a manutenção de espaços de troca e escuta. O estudo contribui para a compreensão da implantação da PNAISH na Atenção Primária à Saúde e identifica desafios no cuidado à saúde dos homens.
Palavras-chave
Saúde do homem; Barreiras de comunicação; Relações médico-paciente; Pesquisa qualitativa; Medicina de Família e Comunidade
Acesso em: https://doi.org/10.1590/interface.240362
