Como as políticas públicas relacionadas às Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas no Brasil podem contribuir para um sistema equitativo e intercultural?

Dall’Alba R, Teixeira MB, Reis INC, Sousa IMC. Como as políticas públicas relacionadas às Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas no Brasil podem contribuir para um sistema equitativo e intercultural?. Interface (Botucatu). 2026; 30 (Supl. 1): e250194 DOI: https://doi.org/10.1590/interface.250194

Resumo

O artigo analisa as políticas relacionadas às Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas (MTCI) no Sistema Único de Saúde (SUS) e sua articulação com conceitos e Estratégia da Organização Mundial da Saúde. Com uma abordagem multinível, discute a articulação entre saberes tradicionais, políticas nacionais e práticas de cuidado no SUS. A análise identifica avanços e desafios estruturais, articulando dimensões políticas, epistemológicas e operacionais que vão desde o financiamento e a estruturação do modelo de Atenção à Saúde, tendo os saberes ancestrais e a diversidade cultural como componentes essenciais do cuidado integral. A análise evidencia que a integração das MTCI no SUS transcende a ampliação de oferta terapêutica configurando-se como estratégia para efetivação dos princípios de equidade/integralidade. A consolidação requer superação de desafios estruturais mediante articulação entre produção científica, gestão participativa e reconhecimento epistêmico das MTCI como patrimônio cultural imaterial e dispositivo de cuidado intercultural.

Palavras-chave
Medicinas tradicionais complementares e integrativas; Políticas públicas de saúde; Promoção da saúde; Saúde Coletiva; Equidade

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