Costa NA, Rodrigues DS, Ribeiro ES, Costa ACM, Carneiro CGL, Silva IRM, Clemente A. Cartografia das redes vivas de cuidado nas escrevivências de um devir-negro-feminino-periférico. Interface (Botucatu). 2026; 30: e250100 Doi: https://doi.org/10.1590/interface.250100
Resumo
As linhas duras que mantêm as condições de desigualdade no Brasil dificultam que o direito à saúde seja efetivado. Tais iniquidades são experienciadas principalmente pelos grupos minorizados. Assim, o presente estudo objetiva cartografar as redes vivas de cuidado de uma mulher negra, usuária de uma Unidade de Saúde da Família, situada em uma comunidade periférica da cidade de João Pessoa – PB. Trata-se de uma pesquisa-interferência, de natureza qualitativa, realizada sob a cartografia, a usuária-guia e a escrevivência. Observamos que a usuária estava interceptada por diferentes estruturas de opressão, o que padecia suas potências de vida. Por outro lado, ao acompanhar suas conexões, também experienciamos seus modos de resistência. Conclui-se, principalmente, que a clínica, quando aposta no protagonismo e na diversidade das(os) usuárias(os), sustenta a formação de um trabalho vivo, universal e equitativo.
Palavras-chave
Cartografia; Usuária-guia; Interseccionalidade; Redes vivas de cuidado
Acesso em: https://doi.org/10.1590/interface.250100
