Costa WTA, Jansen RC, Nascimento JS, Paulino KVRM, Paulino MM, Ribeiro HF. Desigualdade de gênero na educação médica: barreiras enfrentadas pelas estudantes e profissionais brasileiras. Interface (Botucatu). 2025; 29: e250172 Doi: https://doi.org/10.1590/interface.250172
Resumo
A Discriminação Baseada no Gênero (DBG) na Medicina gera desigualdade salarial, sobrecarga, desvalorização em especialidades e assédio sexual. Com o aumento de mulheres na área, mais profissionais enfrentam esses desafios. Esta revisão sistemática analisou cinco estudos, totalizando 2.135 participantes, para avaliar os impactos da DBG na carreira de médicas e estudantes. Os resultados mostram que a DBG afeta a satisfação pessoal, influencia a escolha da especialidade e prejudica a Saúde Mental. O medo de retaliação e a descrença na eficácia das denúncias dificultam a busca por justiça. Além disso, falhas nos mecanismos de proteção agravam o problema. As barreiras estruturais e culturais persistem, exigindo estratégias eficazes de apoio. Apesar das evidências encontradas, há uma lacuna na literatura sobre o tema, reforçando a necessidade de mais pesquisas para aprofundar essa discussão.
Palavras-chave
Estudantes de medicina; Papel de gênero; Sexismo; Equidade de gênero na saúde
Acesso em: https://doi.org/10.1590/interface.250172
