E não vai ter happy end: notas sobre imaginação, memória e testemunho do Brasil pandêmico

Silva DDF. E não vai ter happy end: notas sobre imaginação, memória e testemunho do Brasil pandêmico. Interface (Botucatu). 2026; 30: e250037 Doi: https://doi.org/10.1590/interface.250037

Resumo

O artigo parte do paradoxo presença-desaparecimento para abordar composições em que imagens dão forma a iniciativas de memória e testemunho. A partir do pensamento do crítico de arte francês Georges Didi-Huberman, são apresentadas particularidades dos registros de testemunho e do trabalho de elaboração em torno das imagens. Em seguida, aprofundando a experiência da pandemia de Covid-19 no Brasil, a autora pensa sobre os desafios que esse acontecimento impõe às tarefas de imaginação e memória, assumindo, na linha do pensamento do crítico literário brasileiro Edimilson de Almeida Pereira, um viés de representação da história que rejeita a síntese e o final feliz, ao mesmo tempo em que põe em xeque, à maneira do filme “Retratos Fantasmas”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, processos de apagamento e seus efeitos.

Palavras-chave
Saúde Coletiva; Imaginação; Pandemia; Testemunho

Acesso em: https://doi.org/10.1590/interface.250037

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