Implementação das Práticas Integrativas e Complementares na Atenção Primária: percepções, oportunidades e desafios

Ribeiro MCF, Gomes ACR, Souza JP. Implementação das práticas integrativas e complementares na atenção primária: percepções, oportunidades e desafios. Interface (Botucatu). 2026; 30(Supl. 1): e250116 Doi: https://doi.org/10.1590/interface.250116

Resumo

Este estudo investiga a implementação das Práticas Integrativas e Complementares (PICs) na Atenção Primária à Saúde (APS) em um município brasileiro, analisando percepções de gestores e profissionais de saúde. A pesquisa identificou barreiras significativas, como capacitação insuficiente, falta de infraestrutura, ausência de protocolos claros e centralização das PICs em médicos, dificultando sua adoção. Apesar do crescimento do interesse da população e dos profissionais, a institucionalização das PICs ainda é limitada. O estudo destaca a necessidade de políticas públicas mais estruturadas, incluindo capacitação contínua, regulamentação específica e maior integração das PICs aos serviços de saúde. Os achados contribuem para o debate sobre a ampliação dessas práticas na APS, alinhando-se às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e reforçando a importância de um modelo de cuidado mais humanizado e integrativo.

Palavras-chave
Medicina integrativa; Terapias complementares; Atenção Primária; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares

Acesso em: https://doi.org/10.1590/interface.250116