Publicações

Desafios da formação antropológica de profissionais de Saúde: uma experiência de ensino na pós-graduação em Saúde Coletiva

Resumo

FERREIRA, Jaqueline and BRANDAO, Elaine Reis. Desafios da formação antropológica de profissionais de Saúde: uma experiência de ensino na pós-graduação em Saúde Coletiva. Interface (Botucatu) [online]. 2019, vol.23, e170686. Epub Feb 25, 2019. ISSN 1414-3283. http://dx.doi.org/10.1590/interface.170686. Profissionais de Saúde vêm buscando formação em pesquisa na área de Ciências Sociais no âmbito dos programas de pós-graduação em Saúde Coletiva. Nesse processo, pesquisas de cunho antropológico, calcadas no método etnográfico, têm sido frequentes entre esses pesquisadores (de formação não antropológica). O objetivo deste artigo é refletir sobre a experiência de ensino e aprendizagem dos fundamentos teórico-metodológicos das pesquisas etnográficas em Saúde, tendo em vista nossa experiência docente. O principal desafio pedagógico consiste em não reduzir e

Comunicando sobre Zika: recomendações de prevenção em contextos de incertezas

Resumo

RODRIGUES, Raphaela Rezende Nogueira and GRISOTTI, Márcia. Comunicando sobre Zika:recomendações de prevenção em contextos de incertezas. Interface (Botucatu) [online]. 2019, vol.23, e190140. Epub Sep 12, 2019. ISSN 1414-3283. http://dx.doi.org/10.1590/interface.190140. A epidemia do vírus Zika , considerada por um determinado período como uma situação de emergência nacional e internacional de saúde pública, gerou respostas que carecem de uma análise mais detalhada, especialmente em relação às recomendações feitas pelo Ministério da Saúde no site “Combate Aedes ”. Neste artigo, analisamos essas recomendações por meio do método “Collective Mindsets Analysis” (CMA). As orientações aos profissionais de saúde e população falham por não especificarem características da população mais diretamente afetada, interferindo negativamente, assim, na sua aplicabilidade. O material também não

Violência e direito ao cuidado nas políticas públicas sobre instituições de longa permanência para idosos

Resumo

POLTRONIERI, Bruno Costa; SOUZA, Edinilsa Ramos de e RIBEIRO, Adalgisa Peixoto. Violência e direito ao cuidado nas políticas públicas sobre instituições de longa permanência para idosos. Interface (Botucatu) [online]. 2019, vol.23, e180124. Epub 26-Ago-2019. ISSN 1414-3283. http://dx.doi.org/10.1590/interface.180124. Esta pesquisa teve como objetivo estudar a inserção do tema da violência nas políticas brasileiras e do Rio de Janeiro que abordam as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs). Realizou-se uma análise documental de políticas públicas direcionadas à população idosa ou que tratam do tema violência, tendo como marco inicial a Constituição de 1988. Nove políticas nacionais e duas do Rio de Janeiro foram identificadas e esse acervo foi submetido à análise de conteúdo. Constatou-se que as políticas

Considerações para a elaboração de programas de prevenção do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) para as mulheres lésbicas e bissexuais

Palma DM, Orcasita LT. Considerações para a elaboração de programas de prevenção do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) para as mulheres lésbicas e bissexuais. Interface (Botucatu). 2017; 21 (63):1031-8

A saúde bucal na perspectiva das pessoas vivendo com HIV/Aids: subsídios para a educação permanente de cirurgiões-dentistas

Resumo

PAROLA, Gustavo Barbosa e ZIHLMANN, Karina Franco. A saúde bucal na perspectiva das pessoas vivendo com HIV/Aids: subsídios para a educação permanente de cirurgiões-dentistas. Interface (Botucatu) [online]. 2019, vol.23, e180441. Epub 16-Set-2019. ISSN 1414-3283. http://dx.doi.org/10.1590/interface.180441. Pessoas que vivem com HIV/Aids (PVHA) possuem saúde bucal vulnerável. A formação do dentista – tradicionalmente tecnicista e procedimento-centrada – não é sensível a demandas subjetivas dessa população. O objetivo foi compreender como PVHA lidam com a saúde bucal, identificando subsídios para cuidado humanizado e integral. Realizou-se uma pesquisa qualitativa com 12 PVHA adultos em um serviço de Infecções Sexualmente Transmissíveis - IST/Aids sobre saúde bucal e expectativas quanto à assistência. Foram realizados grupos focais e entrevistas em profundidade. Os discursos

A percepção dos médicos sobre as dimensões da violência obstétrica e/ou institucional

Resumo

SENS, Maristela Muller e STAMM, Ana Maria Nunes de Faria. A percepção dos médicos sobre as dimensões da violência obstétrica e/ou institucional. Interface (Botucatu) [online]. 2019, vol.23, e170915. Epub 26-Ago-2019. ISSN 1414-3283. http://dx.doi.org/10.1590/interface.170915. A violência obstétrica/institucional (VO/VI) é um assunto de discussão atual no Brasil e no mundo. Este estudo objetivou avaliar a percepção de médicos que prestam assistência ao parto em uma maternidade pública humanizada no sul do Brasil a respeito desta temática. Com base epistemológica qualitativa, a coleta de dados foi realizada por meio de questionário de perguntas abertas aplicado a 23 profissionais. A VO/VI foi analisada pelo método de análise de conteúdo e categorizada nas dimensões individual, institucional e relação humana. A primeira

Internet e hiv/aids: uma etnografia virtual no Facebook

Resumo

OLIVEIRA NETO, Alfredo de and CAMARGO JUNIOR, Kenneth Rochel de. Internet e hiv/aids: uma etnografia virtual no Facebook. Interface (Botucatu) [online]. 2019, vol.23, e180580. Epub June 27, 2019. ISSN 1414-3283. http://dx.doi.org/10.1590/interface.180580. O estudo identificou e analisou algumas interações na internet no cotidiano de pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHA) no Brasil. Como método, realizamos entrevistas com PVHA utilizando análise de conteúdo e uma etnografia virtual de um grupo fechado de PVHA no Facebook. Chegamos aos seguintes resultados: a sociabilidade produzida na internet ajuda a reduzir o sofrimento em relação ao preconceito; não há muitos espaços de acolhimento para PVHA na internet; PVHA vinculadas às redes sociais têm mais incentivo para não desistir da medicação; as negociações sobre

O que pode uma política? Problematizando a implementação do Programa Mais Médicos a partir da experiência de uma cidade brasileira

Resumo

SANTOS, Mara Lisiane de Moraes dos; BERTUSSI, Débora Cristina; KODJAOGLANIAN, Vera Lúcia e MERHY, Emerson Elias. O que pode uma política? Problematizando a implementação do Programa Mais Médicos a partir da experiência de uma cidade brasileira. Interface (Botucatu) [online]. 2019, vol.23, e190052. Epub 26-Ago-2019. ISSN 1414-3283. http://dx.doi.org/10.1590/interface.190052. Objetivamos problematizar a implementação do Programa Mais Médicos a partir da experiência de uma cidade brasileira. Tendo o encontro como método, apresentamos afecções/reflexões que emergiram de conversas com médicos e outros atores envolvidos com o programa. Os dispositivos para operação do programa revelaram-se insuficientes, considerando-se essa política polêmica/conflituosa. Cada município implementa e tira proveito do programa à sua maneira, criando ou não conjunturas que lhe dão sustentabilidade

Percepção dos médicos sobre a violência obstétrica na sutil dimensão da relação humana e médico-paciente

Resumo

SENS, Maristela Muller e STAMM, Ana Maria Nunes de Faria. Percepção dos médicos sobre a violência obstétrica na sutil dimensão da relação humana e médico-paciente. Interface (Botucatu) [online]. 2019, vol.23, e180487. Epub 10-Jul-2019. ISSN 1414-3283. http://dx.doi.org/10.1590/interface.180487. Iniciativas em busca de mudanças efetivas na assistência obstétrica, e a reivindicação do reconhecimento social da violência obstétrica ou institucional, são fenômenos atuais, fruto da reflexão multidimensional do que é constitutivo em um parto. Para identificar a percepção dos obstetras que prestam assistência ao parto em uma maternidade humanizada do sul do Brasil, foi proposta esta pesquisa, com base epistemológica qualitativa. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário aplicado a 23 médicos, analisados pelo método

“Algo tão simples de viver e controlar, mas difícil de compartilhar e defender”: HIV/Aids, segredos e socialidades em uma rede social on-line

Resumo

DAMASCENO, Éverson de Brito et al. “Algo tão simples de viver e controlar, mas difícil de compartilhar e defender”: HIV/Aids, segredos e socialidades em uma rede social on-line. Interface (Botucatu) [online]. 2019, vol.23, e180506. Epub 05-Ago-2019. ISSN 1414-3283. http://dx.doi.org/10.1590/interface.180506. As recentes pesquisas socioantropológicas têm apontado o papel das redes sociais na internet na experiência de pessoas que vivem com adoecimentos de longa duração. Por 11 meses realizamos uma etnografia virtual entre pessoas que vivem com HIV/Aids (PVHA) membros de um grupo virtual secreto no Facebook. Buscamos compreender as práticas de socialidade existentes entre os membros do grupo investigado nessa rede social. Por meio da observação e da análise das postagens e comentários, evidenciamos as

A humanização da atividade física em um programa governamental: um olhar necessário

Maciel MG, Saraiva LAS, Martins JCO, Junior PRV. A humanização da atividade física em um programa governamental: um olhar necessário. Interface (Botucatu). 2018; 22 (67):1235-45

“A democracia sexual no coração da democracia”: a centralidade do gênero para a leitura do presente: entrevista com Éric Fassin

"A democracia sexual no coração da democracia”: a centralidade do gênero para a leitura do presente – entrevista com Éric Fassin Pelúcio, Larissa; Paz, Diego. Interface (Botucatu). 2019; 23:e190258