Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares como actante no Sistema Único de Saúde (SUS): sensorialidade e agência de gestoras da Atenção Básica

Barros NF, Liparini F, Carnevale RC, Palandi E, Siegel P. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares como actante no Sistema Único de Saúde (SUS): sensorialidade e agência de gestoras da Atenção Básica. Interface (Botucatu). 2026; 30 (Supl 1): e250839 DOI: https://doi.org/10.1590/interface.250839

Resumo

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) organiza práticas e cria efeitos como actante nas redes do Sistema Único de Saúde. Objetivou-se analisar a emergência de uma nova actância da PNPIC a partir da sensorialidade de gestoras de Unidades Básicas de Saúde (UBS) nas estratégias locais e municipais de implantação e implementação das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). O estudo foi qualitativo multicêntrico, baseado em 186 entrevistas semiestruturadas com gestoras de quatro regiões metropolitanas, analisadas por conteúdo temático à luz dos Estudos Culturais. Identificou-se protagonismo das gestoras na mobilização de profissionais, engajamento das equipes e divulgação das PICS, atuando “por conta e risco” devido à descontinuidade das ações municipais. A formação em PICS ampliou o engajamento das gestoras na implementação dessas práticas. Conclui-se que a PNPIC assume nova actância, sustentada pelas ações situadas das gestoras no cotidiano da Atenção Básica.

Palavras-chave
Centros de saúde; Gestor de saúde; Terapias complementares; Pesquisa qualitativa; Sociologia

Acesso em: https://doi.org/10.1590/interface.250839