Rovare VP, Cyrino EG, Azevedo DM, Pinto TR. Repertório não farmacológico para o manejo do Transtorno Mental Comum: experiências médicas na Atenção Primária à Saúde. Interface (Botucatu). 2026; 30: e250476 DOI: https://doi.org/10.1590/interface.250476
Resumo
Transtornos Mentais Comuns (TMC) são prevalentes na Atenção Primária à Saúde (APS), resultado de sofrimento psíquico e determinantes sociais, econômicos, familiares e individuais. Manifestam-se com sintomas mentais e físicos, impactando a saúde e a qualidade de vida. Esta pesquisa buscou analisar o repertório não farmacológico de médicos da APS no manejo do TMC. Trata-se de estudo qualitativo, analítico e exploratório que utilizou entrevistas semiestruturadas com médicos da APS de um município do interior de São Paulo. Análise temática dos dados revelou que a abordagem médica tende à medicalização do sofrimento e à insuficiência dos serviços. A falta de tempo e de capacitação e a distância com equipes complementares contribuem para o uso excessivo de psicotrópicos, filas para encaminhamentos e baixa resolutividade. É crucial a capacitação contínua, por meio de apoios matricial e institucional, para fomentar o uso de intervenções psicossociais eficazes e acessíveis.
Palavras-chave
Saúde Mental; Integralidade em saúde; Intervenção psicossocial; Atenção Primária à Saúde
Acesso em: https://doi.org/10.1590/interface.250476
