Ambrósio EO, Oliveira CF, Marçon L, Andrade HS. Sobre a subjetivação psicofarmacológica. Interface (Botucatu). 2025; 29: e250109 Doi: https://doi.org/10.1590/interface.250109
Resumo
Em diálogo com reflexões críticas da psiquiatria e das práticas clínicas de Saúde Mental, buscamos refletir sobre o sujeito neurobioquímico contemporâneo e sobre discursos de verdade em torno dos psicofármacos que vêm sendo utilizados de forma crescente, sobretudo em alguns contextos e grupos populacionais específicos. Tal modo de (auto)compreensão do humano se encontra intrinsecamente atrelado a uma “imaginação farmacológica”, na qual conhecer o cérebro caminha junto à criação de métodos farmacológicos de se intervir nele e a modos neoliberais de conduzir a vida e a saúde. Por fim, buscamos problematizar os desdobramentos dessa subjetivação psicofarmacológica que podem reduzir o objetivo das práticas clínicas em Saúde Mental à supressão neuroquímica de sintomas e à performance individual.
Palavras-chave
Psicofarmacologia; Psiquiatria; Medicalização; Saúde mental
Acesso em: https://doi.org/10.1590/interface.250109
