Necropolítica, exceção territorial e agência indígena na saúde brasileira: uma revisão integrativa (2019-2025)

Caceres ONV, Vieira L, Costa ELM, Oliveira ACM, Marques CAM, Sanches LC. Necropolítica, exceção territorial e agência indígena na saúde brasileira: uma revisão integrativa (2019-2025). Interface (Botucatu). 2026; 30: e250609 DOI: https://doi.org/10.1590/interface.250609

Resumo

A saúde dos povos originários no Brasil constitui objeto indissociável das disputas políticas e epistêmicas, atravessando a análise restrita dos indicadores epidemiológicos ou as dificuldades de acesso, sob a influência da persistência colonial e da atuação de um Estado historicamente orientado pela expropriação, invisibilidade e abandono. Este estudo analisa, por meio de uma revisão integrativa da literatura científica brasileira (2019-2025), como a necropolítica de Achille Mbembe problematiza mecanismos de abandono estatal, a produção de territórios de exceção e o protagonismo indígena no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena. Os resultados demonstram a naturalização da precariedade enquanto tecnologia de governo, a territorialização da exceção e o surgimento de práticas antinecropolíticas que reafirmam a agência coletiva na formulação de alternativas para a continuidade do cuidado e a redução de mortes evitáveis.

Palavras-chave
Saúde indígena; Necropolítica; Território de exceção; Agência coletiva

Acesso em: https://doi.org/10.1590/interface.250609