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Relação entre trabalho especializado e técnico: o caso da ortodontia à luz da bioética clínica amplificada

 

Resumo

GOMES, Doris e FINKLER, Mirelle. Relação entre trabalho especializado e técnico: o caso da ortodontia à luz da bioética clínica amplificada. Interface (Botucatu) [online]. 2018, vol.22, n.67, pp.1111-1122. Epub 05-Abr-2018. ISSN 1414-3283. http://dx.doi.org/10.1590/1807-57622017.0206. Na reorganização da saúde bucal, percebe-se, como desafio ético-político, a transição para as relações em equipe. Aplicou-se pesquisa exploratório-descritiva de abordagem qualitativa, que coletou dados por meio de entrevistas semiestruturadas com 11 ortodontistas, analisados por Análise Textual Discursiva. Evidenciam-se problemas éticos como: ideologia do profissionalismo; confusão de competências com o trabalho técnico; e hierarquização em contraposição à construção de liderança. À luz da bioética clínica amplificada desvela-se uma tendência à persistência de saberes e fazeres tradicionais. A busca pela superação da

Narrativas de vida como estratégia de ensino-aprendizagem na formação em saúde

A produção escrita de narrativas tem se apresentado como estratégia de ensino-aprendizagem na formação em saúde do campus Baixada Santista da Universidade Federal de São Paulo. Neste artigo, discutimos como os estudantes se apropriam desta atividade e como os professores estabelecem critérios para avaliar o material que substitui a prova. São apresentadas três experiências: o memorial; a biografia sobre o brincar e a história de vida dos usuários de um Núcleo de Atenção Psicossocial (Naps). O método se baseou na escolha de trechos dos escritos dos estudantes de 2014 e posterior análise à luz de autores que discutem narrativas. Os dados produzidos apontam a importância de considerar o processo criativo na elaboração de um texto; a transitoriedade entre a verticalidade

Percepções, significados e adaptações à hemodiálise como um espaço liminar: a perspectiva do paciente

Este trabalho apresenta um olhar etnográfico sobre a experiência das pessoas que dependem da hemodiálise para continuar vivendo. Neste artigo, o foco é o paciente, apresentamos suas percepções e experiências, tomando como base seu convívio com a doença e suas estratégias de enfrentamento, pois as características bastante peculiares desse tratamento geram uma relação complexa, acompanhada de contradições e ambiguidades. Os entrevistados, com idades entre 18 e setenta anos, estavam há mais de um ano nesse tratamento e revelaram vidas marcadas pela experiência da doença, além de depoimentos que nos levam a analisar a hemodiálise como espaço de liminaridade. Interpretamos, aqui, à luz da teoria antropológica e a partir de alguns depoimentos dos 117 entrevistados, que todo paciente com insuficiência renal